Lucro do Banco da Amazônia cresceu 52,1% em 2022

O Lucro Líquido do Banco da Amazônia (Basa) atingiu o montante de R$ 1,122 bilhão em 2022, segundo análise feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nas demonstrações financeiras do banco. Trata-se do maior resultado da história do Basa, com alta de 52,1% em doze meses. O Dieese observa ainda que “resultados recordes estão ocorrendo desde 2019”. A rentabilidade do banco sobre o Patrimônio Líquido (ROE) ficou em 38,11%, alta de 7,58 pontos percentuais em doze meses.

Com relação aos postos de trabalho, os dados mostram que o Banco da Amazônia encerrou 2022 com 2.867 empregados, 49 a mais do que possuía no final do ano anterior. “O resultado do banco no exercício de 2022 foram relevantes e merecem os reconhecimentos pela atuação do seu quadro de pessoal em todas as instâncias da empresa”, afirmou o coordenador da Comissão de Empregados do Banco da Amazônia (Basa), Sérgio Trindade. Mas, para ele, a análise dos números precisa ser feita com cuidado. “É bom deixar claro que o desligamento de 154 pessoas do quadro de apoio só não foi efetivado no ano passado devido à nossa atuação sindical. Tivemos que entrar com ação na Justiça para impedir as demissões. Além disso, houve manifestações do banco em querer desligamentos de empregados em outros segmentos da categoria”, completou o coordenador da Comissão de Empregados do Banco da Amazônia (Basa).

PLR

O dirigente sindical lembrou ainda que o resultado do Basa em 2022 levará os empregados a receberem o maior valor de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) da história do banco. De acordo com o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados, o pagamento da PLR pode ser efetuado até o início de maio. Mas, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou no dia 1º de fevereiro um ofício ao banco solicitando a antecipação do pagamento.

Reestruturação

Assim como acontece em outros bancos, o Basa vem promovendo uma reestruturação em sua rede de atendimento, com a transformação de agências tradicionais em unidades de negócios, que sequer possuem caixas, pois, segundo o banco, não trabalham com numerários, apenas com atendimento de serviços e venda de produtos. “Segundo o banco, as mudanças têm o objetivo de adequar a estrutura à nova realidade social e reduzir custos. Mas, infelizmente não levam em conta as necessidades dos trabalhadores e seus direitos”, criticou dirigente sindical.

Os dados do balanço mostram que, até o final de 2022, a rede de atendimento do Basa estava instalada em nove estados da Amazônia Legal e era composta por nove superintendências, 106 agências tradicionais, 12 unidades de negócios, das quais 10 agências tradicionais que foram reestruturadas.

Veja abaixo a tabela resumo do balanço do Basa ou, se preferir, leia a íntegra da análise, ambas elaboradas pelo Dieese.